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domingo, 31 de julho de 2011

So simple as this

What's the point?

Para quê nutrir sentimentos por alguém que não os aprecia? Que não os retribui nem tão pouco sente da mesma maneira? Por quem não quer saber de nós? Por quem não se interessa minimamente por nós?

É ser no mínimo estúpido, não?

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quinta-feira, 14 de julho de 2011

F***


O que eu não daria agora por um abraço...

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Um ano depois

Como referi aqui, já fez um ano que cheguei a Castelo Branco. Na altura foi uma grande mudança na minha vida. Nunca tive medo de mudanças, do inesperado; sempre encarei tudo isso como desafios, com um entusiasmo na procura de coisas novas e boas!

Deixei no Porto a família, os amigos, os locais que frequentava, as comodidades do meu dia-a-dia, as rotinas a que já estava mais que confortavelmente acostumada. Deixei também para trás um passado recente que queria a todo o custo esquecer. Via nesta mudança uma solução anunciada, com a adrenalina de uma esperança a que me agarrei com "unhas e dentes".

Volvido este tempo, a "garra" desvaneceu. (Sobre)vivo a um dia de cada vez, sem tábuas a que me agarrar.

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terça-feira, 21 de junho de 2011

Self

No fundo, no fundo temos é de contar connosco próprios. Por mais palavras simpáticas e amáveis que nos transmitam, por mais promessas que nos pareçam eternas, por mais frases feitas para aconchegar o coração, a verdade é que estamos por nossa conta. Nos momentos em que o desânimo toma conta de nós, em que a esperança está moribunda e a solidão nos consome são os momentos em que o que mais queremos são dois braços à nossa volta, um afago no cabelo, alguém que nos diga que sim, a vida é assustadora, mas que nos ajuda a carregar o peso dos nossos ombros, alguém que olhe para nós e nos veja...


Mas é também nesses momentos que não há nada, senão o vazio...

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sábado, 4 de junho de 2011

Quem nunca?

Há momentos, circunstâncias na vida, que nos levam a actos irreflectidos, loucuras passageiras que se cometem, como que a querer provar alguma coisa a alguém... ou a nós próprios. Como se resolvesse ou aliviasse alguma coisa...

Devaneios dos quais nos arrependemos (logo) a seguir. Mas já tarde demais, pois a marca fica, o sentimento de culpa ou até mesmo a raiva e nojo de nós próprios persegue-nos e tortura-nos.

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Is... Will... Would... Could...

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

All over again


Estou tão cansada de ter de ser forte...

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domingo, 1 de agosto de 2010

Post agendado com um ano de antecedência (ou como é que a minha vida mudou num ano)

Escrevi este post no dia 01 de Agosto (feriado nacional da Suíça), mas de 2009! Um ano passado vai ser engraçado ver o que mudou (ou não) na minha vida!
Neste momento da minha vida estou a escrever o raio da tese (que nunca mais acaba); faltam 4 capítulos... Ando num desespero total, numa procura incessante por um emprego fora deste Portugal. Já perdi a conta aos CVs que enviei, aos sites de oferta de emprego que já consultei e em que estou inscrita... Todos os dias, qual romaria, percorro uma meia dúzia deles para ver as novidades!
Estou sem ganhar há 2 meses, continuo a ter de pagar propinas todos os meses... A dias de fazer anos, nem um jantarzinho vou poder fazer; não vou tirar férias (porque não tenho tempo nem dinheiro para isso); não posso comprar roupa (e nem é por capricho feminino, mas até estou a precisar); não posso fazer uns cursozinhos de formação que tanto gostava de fazer (até para uma pessoa se instruir é preciso ser rico!), enfim, vidinha alegre a minha (eu sei, eu sei que podia ser pior!)!
Tirando isto, não se passa nada na minha vida a não ser uma vontade dilacerante, que chega a magoar no peito, de sair de Portugal e ir para a minha Suíça, onde me sinto bem, onde está a minha felicidade!

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Porque no fundo, no fundo

O que conta e realmente interessa são os amigos e a família; o carinho e o apoio que dão, o tentarem tornar as coisas mais fáceis, a mão estendida para nos ajudar a levantar...

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domingo, 9 de maio de 2010

Próximos dias

Vou ter de ocupar a cabeça, dormir o mais que puder para o tempo passar e sobreviver a um dia de cada vez...

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Porque há dias...

Porque há dias em que apetece chegar a casa e não ver ninguém...
Porque há dias em que apetece chegar a casa e não ter de fingir que está tudo bem...
Porque há dias em que apetece chegar a casa e não ter de responder a perguntas...
Porque há dias em que apetece chegar a casa e não ter de fazer conversa...
Porque há dias em que apetece chegar a casa e fechar-me no meu mundo...
Porque há dias em que apetece chegar a casa e desaparecer...

Hoje é um desses dias...

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sábado, 24 de outubro de 2009

Uma imagem vale mais que mil sentimentos


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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Uns são filhos, outros são enteados

Há uns que, coitadinhos, andam "em baixo", tristinhos, deprimidos e é preciso dar-lhes força e apoio para os animar!

E depois há outros, que andam constantemente "de trombas", de quem é melhor nem chegar perto, porque podem morder...


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domingo, 20 de setembro de 2009

Saturday night's mood

Estar dependente de alguém para alguma coisa é f*****...


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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

E ainda só é meio-dia...

Hoje não é um bom dia para escrever aqui!

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Cold and heartless

O pessoal que trabalha em recursos humanos são as pessoas mais frias e sem coração que eu conheço...

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Vale a pena (eu) pensar nisto!

O que eu publico neste meu cantinho é um pouco o reflexo das minhas vivências e estados de espírito, é perfeitamente natural e plausível que assim seja. Ora, se até fins de Outubro do ano passado, este blogue tinha uma certa dinâmica, as publicações eram bastante frequentes, num tom muito mais divertido e leve, a partir desse momento para cá, é facilmente perceptível um progressivo sentimento de indignação, frustração e um certo tom agressivo latente em (quase) tudo o que escrevo.

Coincidência das coincidências, esse "ponto de viragem" foi o meu regresso a Portugal.

Se eu me puser a pensar na pessoa que eu era em Zurique e na pessoa em que me transformei aqui, assusto-me! A sério que sim! Estar em Portugal faz-me mal! Ando ressabiada o tempo todo, com a amargura a crescer-me no peito, revoltada contra o esquema absurdo em que esta sociedade está montada, enfim, por ser obrigada a estar confinada a este país.

E como se isto não fosse já suficiente mau, quando digo isto a algumas pessoas, sou logo atacada ("Ah e tal, Portugal é que é bom!..."). Por amor de Deus, deixem-me em paz! Se é nisso que acreditam, "Parabéns à prima que pariu a burra"! Ou não conhecem outra realidade - que isto é como os burros que usam as palas e só vêem para a frente, ou tiveram sempre muita sorte nesta sociedadezinha de merda, pertencendo ao grupinho selecto e restrito dos favorecidos, dos que nunca foram tocados pelos problemas reais. Ou então... e para mim é o pior motivo, acham que é normal assim e estão perfeitamente acomodados.

De uma forma ou de outra, todos andamos em busca de ser felizes e não é aqui que eu o vou ser! Já tive provas mais que suficientes disso, aliás quase todos os dias sou confrontada com mais momentos e situações, verdadeiras pérolas de uma sociedade que se diz civilizada e de 1º mundo! Bah...

Não vejo a hora de poder sair daqui, de poder voltar a sentir-me feliz!

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Vergonha de viver num sítio onde coisas como estas acontecem

Uma senhora trabalhou 15 anos como funcionária de uma livraria até ao momento em que complicações cardíacas a obrigaram a uma complicada intervenção cirúrgica. Isto foi em 2003. Esteve quase 2 meses internada, pois para além do coração, sofria também de diabetes, sendo dependente de insulina 3 vezes por dia, o que não a permitia estabilizar de forma a poder regressar a casa.

Já em casa, durante a baixa médica que se seguiu, outras complicações de saúde foram surgindo: artroses em várias partes do corpo, problemas de visão, síndrome vertiginoso, e para ajudar à festa, uma depressão.

Após 3 ano e tal de baixa, foi chamada a uma junta médica pela Direcção Geral de Saúde do Porto, que a considerou apta para trabalhar.

Apresentou-se ao serviço e a entidade patronal já não estava a contar com ela, o que até é compreensível. Agora, o que eu acho condenável e execrável foi o facto de lhe darem a escolher entre ser despedida com uma indemnização ridícula sem ter em conta os 15 anos de casa (metendo o fundo de desemprego pelo meio!) ou, voltar a trabalhar. Achando a proposta extremamente injusta, voltou a trabalhar.

O que nunca lhe passou pela cabeça foi que, alguém fosse tão abominável ao ponto de ser capaz de a fazer passar pelo inferno! Puseram-na ao balcão num determinado computador (tinha ordens para só trabalhar naquele) que por coincidência, ou não, estava sempre a encravar e a precisar de ser reiniciado, o que a levava a perder muito tempo cada vez que isso acontecia. Quando o patrão se apercebia da situação, não perdia a oportunidade de a humilhar, chamando-a de incompetente e burra à frente dos clientes. O anormal não a deixava sentar-se durante o horário de trabalho e chegou mesmo a insinuar que andava a desaparecer dinheiro das caixas registadoras e que tal só estava a acontecer desde que ela tinha regressado ao trabalho. Os colegas foram obrigados, sob ameaça, a tratar mal e a ser mal-educados com a senhora (mais tarde confessaram-no e pediram-lhe desculpa pelo que a fizeram passar).

Como a estratégia para que a senhora se demitisse não estava a resultar, decidiram mudar-lhe os horários de trabalho. Como a empresa tem várias livrarias, obrigavam-na a trabalhar até à hora de almoço num sítio e apresentar-se depois da hora de almoço noutra loja, para regressar um par de horas depois. Uma pessoa diabética, dependente de insulina, não pode falhar refeições, mas foi o que a senhora foi obrigada a fazer, pois perdia a hora de almoço para se deslocar de uma loja para a outra. Não podia levar carro (demoraria 20 min) pois não tinha onde estacionar, logo tinha de se deslocar a pé. Para uma pessoa saudável, o caminho demora ca. de 1/2 hora a percorrer, mas esta senhora, com alguns problemas de mobilidade (precisa de uma bengala) precisava de mais de 1 hora! Acrescente-se ainda que isto foi durante o Inverno, pelo que chegava ao destino completamente encharcada, enregelada e estafada da caminhada. Chegou, mais que uma vez a sentir-se mal e até a tropeçar e caír ao chão, devido aos problemas de mobilidade. Com tudo isto, a depressão foi-se agravando e a saúde detriorando.

Andava de rastos a semana toda, o corpo não aquentava tanto cansaço e tanto esforço e uma noite de sono não era suficiente para recuperar. Todos os dias, ao chegar a casa, não conseguia conter as lágrimas e o desespero reprimidos durante o dia, provocados pelas humilhações contantes de que era vítima. Cada Domingo à tarde começava o sofrimento de mais uma semana que não tardaria a começar.

Para se ver livre desta situação e deste inferno, teve de se sujeitar a este sofrimento (físico e psicológico) durante 6 meses até poder voltar a meter baixa.

Com o passar do tempo, mais complicações de saúde foram surgindo: inícios de insuficiência renal, incapacidade de ouvir de um dos ouvidos, dores constantes no corpo, falta de equilíbrio, problemas de circulação nas pernas, queda da tensão arterial sem explicação aparente e uma visível degradação que agrava de dia para dia (esta mulher tem 60 anos, mas aparenta bem mais). Hoje em dia, para além da insulina, toma mais de 2 dezenas de comprimidos diários e tem consultas médicas quase todas as semanas. Já foi chamada mais 2 vezes a juntas médicas. O(A) médico(a) que a atendia mal a via e lhe perguntava o que fazia diziam-lhe logo que nem pensar em ir trabalhar naquela situação.

Hoje teve outra junta médica. Apesar da sua aparência frágil e debilitada, de todos os pareceres clínicos de todos os especialistas que frequenta, de todos os exames médicos que comprovam a sua situação, de ter sido referido o tipo de emprego que tinha e o esforço físico que era obrigada a fazer (nem sequer falou da tortura psicológica), o filho da puta do médico achou por bem que ela estava mais que em condições para ir trabalhar. A decisão chocou familiares e conhecidos...

Reclamar?! Claro que sim... 10 dias úteis para apresentar um parecer médico a argumentar a situação (com os custos a serem suportados pela própria) que seria depois avaliado pelo conselho de médicos da própria Direcção Geral de Saúde do Porto. Está-se mesmo a ver qual o resultado disto, não está? É óbvio que a decisão nunca é revogada. Uma perda de tempo (e isto foi dito por um médico), nem sequer vale a pena!

Esta senhora é minha mãe, por isso eu sei bem o sofrimento por que ela passa todos os dias e sei bem a revolta e injustiça que ela está a sentir neste momento!

Merda de país... Situações como estas são intoleráveis numa sociedade dita civilizada.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Tirem-me deste filme...

Há pessoas que, quando atingem um determinado estatuto na sociedade deste país, devem pensar que podem usar e abusar da falta de profissionalismo, incompetência e arrogância. Quanto menos fazem, menos querem fazer e servem-se do pedestal de onde (pensam que) estão para mostrarem o quanto (pensam que) são superiores aos outros. No fundo, no fundo são uns atrasos de vida que para aí andam...

Estou mesmo farta desta mentalidade tacanha (da maioria) das pessoas que habitam este Portugal!

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